Com rigor clínico e comprometimento real com a sua empresa.
A NR-1 existe desde 1978. Mas a Portaria MTE nº 1.419/2024 alterou as regras de forma significativa: os fatores de risco psicossocial passaram a integrar formalmente o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). O que antes era pauta de RH agora é obrigação legal documentável, auditável e fiscalizável. Segundo o Guia MTE sobre Fatores de Risco Psicossocial (2025), decorrem de problemas na concepção, organização e gestão do trabalho — como excesso de metas, baixa autonomia, assédio moral e sexual, violência no trabalho, comunicação disfuncional, insegurança no emprego, jornadas abusivas e pressão por resultados sem recursos proporcionais.
A NR-1 se aplica a qualquer empresa privada ou pública com pelo menos um empregado. A partir de 2025, a adequação ao risco psicossocial não é opcional — faz parte do ciclo de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), com os mesmos critérios aplicados ao risco físico, químico e ergonômico: identificar, avaliar, controlar, monitorar, comunicar e revisar a cada 2 anos (NR-1, itens 1.5.7.3.1 a 1.5.7.3.5 e 1.5.5).
A multa administrativa é, na maioria dos casos, a menor camada do problema. Há três frentes de risco: administrativo (multas de R$ 2.212 a R$ 6.633 por infração, com fator de gravidade que pode triplicar o valor — NR-28), trabalhista (indenizações de R$ 15 mil a R$ 80 mil por caso de burnout, dano moral, assédio ou doença ocupacional) e previdenciário (CAT, estabilidade de 12 meses e possível duplicação do FAP sobre toda a folha). Em 2025, foram 546.200 afastamentos por transtornos mentais no Brasil — alta de 15,7% sobre 2024 — e, pela primeira vez na série histórica do INSS, transtornos mentais superaram doenças musculoesqueléticas como principal causa de afastamentos de longa duração (OIT Brasil / SmartLab / Ministério da Previdência Social, 2026).
A medicina ocupacional faz o que é dela: exames, PCMSO, ASO, laudos, gestão de afastamentos e CAT. É fundamental, mas avalia o indivíduo — não a dinâmica do trabalho. Não contém o diagnóstico organizacional, o mapa de riscos psicossociais por setor nem o plano de ação integrado ao GRO que a NR-1 exige. Avaliar risco psicossocial exige escuta qualificada de lideranças e colaboradores — não um questionário enviado por e-mail. Compilar percentuais de um formulário anônimo sem nunca ter ouvido ninguém não é gestão de risco, é gestão de aparência.
| ETAPA | O QUE A EMPRESA DEVE FAZER | BASE LEGAL |
|---|---|---|
| Identificar | Levantar os fatores de risco por setor e atividade | NR-1, item 1.5.7.3.1 |
| Avaliar | Classificar por severidade, probabilidade e grupos expostos | NR-1, item 1.5.7.3.2 |
| Controlar | Implementar medidas organizacionais com responsáveis e prazos | NR-1, item 1.5.7.3.3 |
| Monitorar | Acompanhar indicadores e revisar as medidas continuamente | NR-1, item 1.5.7.3.4 |
| Comunicar | Informar os trabalhadores sobre os riscos e as medidas adotadas | NR-1, item 1.5.7.3.5 |
| Revisar | Revisão documentada obrigatória a cada 2 anos | NR-1, item 1.5.5 |
perdidos por ano em produtividade global por depressão e ansiedade no trabalho
OMS — Mental health at work, 2024
afastamentos por transtornos mentais no Brasil em 2025 — +15,7% em relação a 2024
OIT Brasil / SmartLab / MPS, 2026
dias de trabalho perdidos por ano no mundo por depressão e ansiedade
OMS — Mental health at work, 2024
“O risco psicossocial não é fraqueza do trabalhador — é condição do trabalho. E agora é responsabilidade legal da empresa gerenciá-la com a mesma seriedade de qualquer risco físico ou químico.”
Guia MTE sobre Fatores de Risco Psicossocial, 2025
Nenhuma intervenção começa sem uma conversa. O que fazemos é proporcional ao que encontramos — nem subdiagnóstico, nem sobretratamento.
Ponto de partida obrigatório. Antes de qualquer contato com as equipes, ouvimos os gestores e o RH: como a empresa funciona, quais setores preocupam, quais pressões existem e o que já foi tentado.
Escuta clínica breve com colaboradores dos setores críticos, combinada com instrumento formal de mapeamento. Sigilo garantido: os dados individuais nunca chegam à empresa.
Formulamos o diagnóstico organizacional: quais são os fatores de risco reais, em quais setores, com que severidade e probabilidade. Construímos o Mapa de Riscos Psicossociais integrado ao PGR.
Planejamos e executamos intervenções proporcionais: redesenho de processos, mediação de conflitos, grupos de diálogo, desenvolvimento de lideranças e protocolos de acolhimento.
Encerramento do ciclo com dossiê completo de conformidade psicossocial: mapa de riscos, matriz de severidade, plano de ação, relatórios técnicos e devolutiva — tudo apresentável em fiscalização ou processo trabalhista.
Diagnóstico + intervenções + entrega do dossiê — indicado para a primeira adequação ou quando há histórico de afastamentos.
Monitoramento, revisões periódicas e suporte ao GRO — indicado após a conclusão do ciclo, para conformidade contínua.
Sobre os valores: não existe tabela de preço fechada — o escopo depende do porte, dos setores envolvidos, da complexidade do risco e dos objetivos da empresa. A definição do investimento começa com uma conversa diagnóstica gratuita com a liderança, sem compromisso de contratação.
St. de Grandes Áreas Norte 915 Módulo G Edifício Golden Office Corporate BLOCO H SALA 207 - Asa Norte, Brasília - DF, 70790-157
(61) 98175-4956
Segunda a Sexta: 08h às 19h
Sábados mediante disponibilidade